Cap. 7 (pov. Max)
(Escute a
musica: http://www.youtube.com/watch?v=JnRW7QV3o3w )
Estava
desnorteado, não sabia o que fazer, estava bravo com Any por ela ir a uma festa
daquelas, bravo por May ter protegido ela e não eu, bravo com tudo e todos, mas
eu fiquei pior quando vi Jay falando com May e rindo de toda situação, ele não
faz ideia de como eu me senti, eu me senti castrado e furioso. Eu deveria estar
ao lado de Any, protegendo ela, ajudando ela e acabando com a raça daquele
idiota que derramou bebida nela.
_Max? –
Nathan fez meus pensamentos dispersarem. _Any está te chamando no Skype.
_Eu já
estou indo. – disse a ele, me dirigi até meu quarto e deitei na cama com o
notebook, Any estava linda.
_Olá! – ela
falou animadamente e eu sorri.
_Olá. –
falei bravo, porque eu realmente estava bravo.
_Você está
bravo? – ela parecia surpresa quando me perguntou aquilo.
_Sim, eu
estou muito bravo. – fui sincero em minhas palavras.
_Com o que
está bravo? – Any perguntou paciente e continuava sorrindo docemente como se
quisesse me tranquilizar.
_A pergunta
é com quem. – falei presunçoso.
_Max... –
ela tomou folego, mas seu sorriso estava ali. _Eu te amo. – me disse, simples e
puro.
_Não me
venha com essa Any. – a repreendi. _Eu estou tão desapontado com você, comigo e
com todos.
_Querido,
nada me aconteceu eu só tive que lavar um vestido, eu estou bem, May deu aquele
idiota o que ele merecia. – Any falou brandamente.
_Eu que
deveria estar te protegendo. – murmurei fazendo beicinho, eu continuava bravo e
o sorriso de Any aumentou.
_Eu queria
que você tivesse me protegido, mas sabemos que não tem jeito essa nossa
situação. – ela se pronunciou e pela primeira vez seu sorriso se apagou.
_Me senti
tão perdido. – sussurrei. _Quando vi a foto e a matéria... Meu mundo se desfez,
meu coração foi esmagado e não bastando nossa distancia, ainda existem idiotas
que fazem minha garota partir para a agressão. – tomei folego e a encarei, seus
olhos lacrimejavam e não restava nenhum vestígio de seu sorriso. _May te
protegeu... Eu vi, Jay acha graça, mas eu me senti impotente, desarmado, para
dizer melhor... Cansado, eu me senti cansado e esgotado. Você tomou toda minha
força, no momento em que você pisou naquele avião, você tomou tudo que eu tinha
e me deixou com apenas uma coisa, a saudade. – aquele desabafo era bem vindo,
eu estava desnorteado, não sabia mais para onde correr.
_Max... –
ela estava chorando, aquilo me feriu o coração. _Não fazia ideia de como você
se sentia, eu sinto muito.
_Quando
você me abraçava, quando você me segurava em seus braços, eu sentia nossos
corações conectados, eles batiam no mesmo sentido. Agora meu coração não sabe
mais o que fazer, eu sinto sua falta, e ainda nem se passou um mês, eu preciso
de você. – minha confissão fluía naturalmente e Any não se aguentava e chorava
em descontrole. _Respire Any. – falei com a voz macia. _Relaxe meu amor.
_Eu fiquei
sega pelo ódio... Aquele cara foi um total idiota comigo, eu me senti com medo,
só eu sei a minha alegria por May estar por perto, porque quando isso vem a
acontecer eu sempre esperava que você me protegesse... Mas você não estava
comigo. – ela disse com a voz embargada pelo choro, secou as lagrimas que lhe
escapavam pelos olhos com certa fúria. _Você não estava lá! – ela gritou me
assustei com sua sinceridade.
_Não havia
como eu estar lá! – também gritei, eu sentia toda a raiva vir à tona, eu não
queria brigar, mas eu estava sobrecarregado.
_Então pare
de brigar comigo! – ela cuspia as palavras. _Eu bati em um cara, May me ajudou,
saiu nos tabloides! – tomou um pouco de ar. _Então, pare de colocar a culpa em
mim!
_Não há
mais ninguém a quem eu possa culpar! – minha voz se mantinha elevada. _Você
quis ir naquela festa! Aonde tudo pode acontecer, onde os paparazzi ficam de
plantão! – meu punho estava fechado com certa força, eu queria derrubar o
notebook e quebrar ele todo, mas me contive. _Na próxima vez... Deus, que não
exista próxima vez, eu quero que você se contenha, ou melhor, evite essas
festas, existem bares no Brasil, frequente-os. – ordenei com a voz fria.
Any me
olhava com cautela, eu esperava que ela gritasse que me desprezasse, mas não,
ela se levantou, andou por seu quarto, passando as mãos por seu vestido,
segurando seu choro, ela estava pensando, acho que processava tudo que eu havia
lhe dito, ela se sentou e me encarou por longos segundos.
_Tudo
bem... Eu vou parar de ir nessas festas, vou ficar mais em barzinho e lugares
menos frequentados. – ela suspirou. _Se isso te faz feliz. Só não me odeie. –
ela pediu.
_Eu não
poderia te odiar. – falei e sorri para ela. _Eu sempre vou te amar.
_É muito
bom te ver sorrindo. – Any falou.
_Eu amo ver
você sorrindo. – comentei e ela corou.
_E eu te
amo por completo. – ela disse. _Agora eu preciso sair.
_Tudo bem,
eu te amo, até amanhã. – falei e mandei um beijo para ela que retribuiu.
Fechei o
notebook e cai ao lado da cama esperando o sono vir.
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