segunda-feira, 17 de junho de 2013

Capitulo 21 - My Cuts

Cap. 21 (pov. May)
Estava escuro, minhas lagrimas não deixavam de descer por meu rosto, mas eu me sentia confortada por ninguém poder me achar, ninguém além de Any, só espero que ela não venha me procurar. A dor no meu peito só aumentava, as lagrimas se tornaram constantes, eu não conseguia entender como Jay poderia fazer tal coisa comigo, me pego pensando se ele sabe a dor que ele me causou, se ele sequer me procurou, nem que seja por Skype, mas se ele se importa. Bom... Eu não ligo mais, quero fugir dele pelo resto da vida, quero perder na minha memoria que um dia eu já conheci Mcguiness, não quero levar nada dele, nem a magoa, nada. Estou escondida em uma igreja, sim uma igreja, a mesma igreja que Any recorre, eu não sou religiosa nem nada, mas as pinturas da pequena capela que tem perto da minha casa me acalmam e me trazem paz, fazem me esquecer de tudo que me acontece, de toda a sujeira mundana e principalmente me fazem esquecer Jay. Estou olhando pontos específicos de das pinturas, secando as lagrimas lentamente quando escuto passos atrás de mim, logo depois Any senta-se ao meu lado e Helo se senta do meu outro lado, elas seguram ambas as minhas mãos.
_Sabia que estaria aqui. – Any murmurou, ela estava chorando.
_Tinha medo que me encontrassem. – confessei.
_Por que May? – Helo perguntou.
_Porque eu não quero me lembrar dele, e vocês me fazem lembrar tudo, eu só quero esquecer. – sussurrei, senti as lagrimas tomarem conta de meu rosto, soltei minhas mãos e sequei elas.
_Terminei com Max. – Any falou, olhei para ela que sorriu dando de ombros. _Era a única coisa que eu poderia fazer.
_Eu sei. – sussurrei. _Jay? – perguntei, rogando para que ela entendesse minha pergunta não dita.
_Ele tem te procurado. – Any disse.
_Nós temos que ir embora May, os paparazzi já devem estar a nossa procura. – Helo advertiu e eu concordei, me levantando.
_E você Helo? – perguntei enquanto saiamos da igreja.
_Não posso terminar com Nathan, não posso contar a ele. – ela falou entrando no carro, eu e Any entramos logo em seguida.
_Isso é tão egoísta. – Any falou. _Você é egoísta.
_Por que eu quero ficar com Nathan? – Helo gritou.
_Porque você não quer falar a verdade! – Any revidou. _É injusto com ele isso, você sabe.
_O remorso é insuportável... – Helo sussurrou. _Mas eu não posso perdê-lo. – seguíamos de volta para a casa em silencio, Helo estacionou em frente a casa.
_Mas é errado. – eu disse saindo do carro.
_Você acha que eu não sei! – Helo gritou me seguindo.
_Como saberia?! Esta escondendo isso... Você não sabe! – cuspi as palavras nela.
_Não vamos brigar. – Any tentou acalmar os ânimos. _Já não sofremos demais por um dia? – perguntou, enquanto seguíamos para o elevador. _Só parem. – entrei correndo.
_May? – Helo me chamou, entro em meu quarto. _Me de um abraço. – fiz o que ela disse. _Odeio brigar com você. – murmurou, soltamos o abraço.
_Só não seja pega na própria mentira. – aconselhei. _Você gosta de Miguel, mas eu sei que ama Nathan, não o magoe.
_Pode deixar agora cama. – ela falou e eu assenti.
_Não sei conseguirei dormir. – falei indo direto para o banheiro, me encarei no espelho, eu parecia um fantasma sem cor, sem alma, a dor era a única coisa que me acompanhava. E um fantasma voltou a me assombrar, um fantasma que fazia muito tempo que não encontrava, a lamina olhava para mim, ela seria minha única forma de fazer a dor passar, já havia se passado tanto tempo desde que tinha feito isso pela ultima vez, a peguei, sorri, eu sabia que a dor iria embora, e se tornaria uma dor física, levantei minha perna a colocando em cima do cesto de roupas, subi um pouco mais meu short, a lamina brilhava, passei lentamente por minha carne, a dor me fez esquecer, era tudo o que eu queria, passei mais uma vez e outra, o chão branco do banheiro se tornou avermelhado, mais um corte, eu já nem sentia mais a dor. Depois de tantos cortes me sentei no chão do banheiro, minhas duas pernas estavam retalhadas acima do short, o sangue fluía e eu me sentia leve, mas não feliz, eu só me sentia iludida mais uma vez, comecei a chorar e soluços foram tomando conta de mim.
_Droga May! – Any gritou entrando no quarto, vindo rapidamente para dentro do banheiro, ela se sentou na minha frente. _Droga! – ela gritou furiosa, coloquei minhas mãos na frente do meu rosto.
_Desculpa. – sussurrei enquanto meu choro fluía, ela puxou minhas mãos e me fez a encarar.
_Não! May... Você prometeu! – a raiva tomava conta de suas palavras. _Por que hein?
_A dor passou. – murmurei.
_Sua dor passou... Mas e a minha dor de ver a minha prima toda cortada? – Any perguntou, seus olhos queimavam de raiva. _Você não entende como isso me machuca! – gritou mais uma vez, se levantou e me puxou para que eu ficasse em pé.
_Só pare! – gritei a encarando. _Eu nunca mais vou fazer isso de novo, mas eu não tinha outra saída Any! – ela me encarou e passou a mão por meu rosto secando minhas lagrimas.
_Cortou as pernas, porque ninguém vai pedir para ver, só pediram para ver seus pulsos. – Any falou.
_Você me entende. – falei sorrindo.
_Um pouco... Agora vá tomar um banho, vou lavar seu short e depois faremos curativos nos cortes. – Any comandou, me deu um beijo na testa. _Eu te amo prima.
_Te amo Any. – falei e assim ela saiu do banheiro.

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