Cap. 23 (pov. May)
Duas semanas haviam
se passado desde meu término com Jay, a faculdade ia bem, os paparazzi às vezes
me perturbavam, Any estava mais próxima de Lucas, Helo se esquivava de Miguel e
eu... Bem eu estava dando uma nova chance ao meu coração. Estou eu sentada em
baixo de uma arvore no campus da faculdade, com uma cesta cheia de frutas e
suco, André sorrindo graciosamente para mim, ele parece divino a luz do dia,
mas eu não contei a ele o motivo de eu estar usando calças sem parar, eu tenho
vergonha de meus cortes e se ele ver... Nem quero pensar no que ele faria.
_O que está pensando? – ele pergunta passando a mão por meu
rosto, eu me inclino para sentir seu toque.
_Que ainda não nos beijamos. – brinquei.
_Concordamos que daríamos passos pequenos May, não quero
arriscar te perder. – André disse doce, era nosso acordo sermos amigos
primeiro, antes de tudo.
_Eu sei. – suspirei. _Hoje vamos ficar em casa? Quero ver um
filme, sei lá, reunir o pessoal para uma sessão de terror. – dei a ideia, mas
na realidade eu não queria sair, enfrentar as fofocas e os julgamentos e
principalmente dar outra desculpa por usar calça ao invés de um vestido.
_Vou ligar para Miguel e pedir para ele chamar Lucas. –
André falou tirando o celular do bolso. _Ligue para as meninas. – comandou
rindo.
_Prefiro mandar mensagem. – zombei, ele mostrou a língua.
Depois que falou com os meninos eu e André continuávamos deitados na grama, o
sol estava fraco, mas o dia lindo.
_Gosto do toque da sua pele macia. – André murmurou passando
a mão por meu braço, arrepiei com seu toque.
_Deveríamos ir ao supermercado comprar pipoca, refrigerante
e leite condensado. – falei tentando mudar o rumo da conversa.
_Vai fazer brigadeiro? – André perguntou, encarei seu rosto,
parecia uma criança feliz.
_Claro! Sessão terror sem brigadeiro, não é sessão terror. –
brinquei ele gargalhou.
_Então vamos. – ele falou se levantando, recolheu as coisas
do piquenique e me levantou, reclamei, minhas pernas ainda doíam. _Tudo bem? –
perguntou preocupado.
_Tudo bem, só uma dor fraca. – menti.
André não sabia onde era o supermercado, nos perdemos três
vezes, até paramos para perguntar onde era e assim que chegamos, ele se sentou
dentro do maior carrinho de compras e me fez o empurrar por todos os
corredores, compramos o precisávamos. Como estávamos no carro dele, André me
deixou em casa.
_Como foi o encontro?! – mal entrei e Helo gritou na minha
cara, tomei um susto.
_Idiota! – gritei rindo. _Quer me matar? Poxa Helo. – falei
recuperando o folego, a vagaba ficava rindo da minha cara.
_Desculpa. – ela falou puxando o ar. _Como foi seu encontro?
– perguntou, agora normal.
_Não foi um encontro. – disse fazendo beicinho.
_Para May... Me conta logo. – Helo falou rindo.
_Encontros acabam em beijos. – falei.
_Nem uma bitoquinha vocês deram? – curiosa Helo perguntou.
_Nada! – cantarolei.
_Chata. – Helo falou emburrada. _Mas... O que vamos fazer
hoje? Nathan disse que iria sair com os... – ela tampou a própria boca.
_Desculpa May. – murmurou.
_Tudo bem, hoje é sessão terror em casa, os meninos vão vir
mais tarde, Any chega que horas? – perguntei.
_Daqui uma hora mais ou menos. – Helo falou dando de ombros.
_Então eu vou falar com Siva e tomar um banho, mais a noite
os meninos chegaram. – avisei.
_Miguel também? – ela perguntou preocupada.
_Sim ele também, Helo foi só um beijo... Você mesma disse. –
falei, ela sorri fraco. _Vou para o meu quarto, temos que fazer brigadeiro! –
gritei a ultima frase.
Coloquei meu notebook sobre a minha perna, Siva como sempre
estava online, ele era o único com quem eu falava dos meninos, Tom às vezes
falava comigo, ele alegava que eu feri muito Jay, que ele estava cada vez pior,
Nathan eu não conseguia encarar ele por muito tempo, sabendo o que Helo fez.
Chamei Seev para uma chamada de vídeo.
_Maria! – Siva gritou, fiz sinal de silencio.
_Ninguém pode saber que estamos nos falando Seev. – adverti
ele sorriu.
_Esqueci. – ele falou rindo. _Como você está? E sua perna
sarou? – perguntou.
_Estou bem, vou indo, tenho saudades de todos,
principalmente de Jay... Minhas pernas... Bem, estão cicatrizando. – falei. _E
vocês, como estão? – perguntei.
_Ele está mal May, muito mal, chora toda vez que houve seu
nome, que vê sua foto... De uma chance a ele. – Siva pediu.
_Eu perguntei de vocês, não fale só dele... Max? Tom? Baby?
– disse.
_Estou bem, Tom fica chateado quando vê algum dos meninos
chorando, Max chora, mas sai quase todos os dias, vai a boates e pubs, Baby...
Sente sua falta. – falou sorrindo torto.
_Eu sinto a falta dele também... Você não sabe o quanto. –
sussurrei, minha garganta fechou, lagrimas não derramada me estrangulavam.
_Vamos muda de assunto. – Siva sugeriu. _Aonde você vai
hoje? – perguntou.
_Temos sessão terror em casa hoje! – falei animada.
_Queria ir ai. – ele falou fazendo beicinho. _Bom... Agora
tenho que ir, até mais May. – terminamos a conversa.
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