Cap. 11 (pov. May)
(Escute a musica: http://www.youtube.com/watch?NR=1&feature=endscreen&v=WfMT5s1PFuM
)
Estou eu trancada no quarto de Miguel, com vergonha de
André, ele é um idiota que me tira do sério, seu comportamento não me agrada em
nada, mas não posso deixar de falar que ele é lindo. Só que nada nele me
agrada, André pode até ter pedido desculpas, mas eu não me esqueço tão rápido
das coisas, ainda mais quando esse idiota vem querendo me provocar. André
jamais será como Jay, ele nunca me terá como ele quer, Jay é o único e sempre
será. Eu o amo e ele me ama, em breve tudo isso passara e nós viveremos juntos
em Londres. Não vou me deixar levar. Tomei um banho rápido para organizar meus
pensamentos, me vesti e deixei meu biquíni secando no banheiro, um pensamento
insistia em minha mente “preciso ligar para Jay”, não sei para que, mas eu
precisava. Peguei meu celular e disquei seu numero.
_Alo? – sua voz era sonolenta, eu sorri.
_Jay. – sussurrei, ele soltou um riso abafado.
_May, que saudade da sua voz. – ele falou, meu sorriso se
alargou.
_Nós nos falamos hoje meu amor. – disse em tom de sarcasmo.
_Eu sei... Por que me ligou? Você nunca me liga, nós
combinamos de ficar só no Skype... May, algo aconteceu? – sua voz era receosa,
eu não sei se deveria contar sobre André.
_Só estou com saudades. – falei e sem perceber minhas
lagrimas começaram a cair, eu sentia tanta falta de Jay, ocultei a parte de
André, aquilo que eu estava sentindo era solidão, eu sentia tanta falta do meu
Bird.
_Não chore May. – Jay murmurou. _Eu posso ir até ai se
quiser. – ele falou, mas não parecia brincadeira.
_Eu estou bem, só estou chorando por sentir saudades de
você, não se passou nem um mês e eu já estou perdida sem ter você ao meu lado.
– secando minhas lagrimas eu tentava fazer com que minha voz saísse firme.
_Se você estiver com tanta saudade, eu dou um jeito May. –
Jay suspirou, ele parecia tenso. _Não quero ver você mal, eu pego um avião e
vou direto para o Brasil, só para te ver sorrir May, eu te amo.
_Eu estou bem Bird, só tinha que falar com você. Eu te amo,
mas agora vou desligar, estou na casa de um amigo chamado Miguel, com a Helo. –
falei e sorri, eu sentia tanta falta dele.
_Tudo bem, eu te amo, se cuide, amanhã nos falamos. – Jay
falou e eu desliguei, ele é tão perfeito e ele é meu, para sempre.
Sai do quarto e segui as risadas que eu estava ouvindo, me
deparei com a seguinte cena, Helo jogando seu sanduiche na cara de Miguel e ele
virando o copo de refrigerante na cabeça dela, dois bobos, pareciam crianças,
Helo parece estar feliz, bem mais feliz do que eu, Nathan está perdendo ela,
Miguel é um encanto de rapaz e isso é ruim para Nathan, mas eu não posso em
intrometer nesse assunto. Desviei meu caminho da cozinha, se eles me vissem com
toda certeza iriam me suja, decidi ir até a varanda continuar lendo. Quando
cheguei a porta André estava lendo meu livro, concentrado.
_Esse livro é meu. – falei fazendo beicinho e ele sorriu.
_Só estava vendo se era bom. – André falou me entregando o
livro, eu o peguei e me sentei ao lado dele.
_Vejo que trocou de roupa. – puxei assunto, ele deu de
ombros.
_Gostou? – me perguntou mostrando a roupa https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHxgE1r9Bv8gKxDuO9nlAtZd9w85WmgjFHjKDNll9dsY0IZ4CxEZgwNjSceAWUof5EzMw-di2CJfrWs1zQs0_bxJOfW2h4o2zQ0K4IqgqtN8stv0DZzOffi3-6acRYLPyuPCqpdkMN8qft/s1600/julian.jpg
.
_Não é bem seu estilo... Mas está boa. – disse sincera.
_Eu emprestei de Miguel. – ele falou. _Por que foge de mim?
– perguntou.
_Não é obvio? – perguntei e ele fez que não com a cabeça,
bufei. _Eu tenho namorado André, eu amo meu namorado. Não daria certo. – sorri
torto.
_Entendo. – André disse cabisbaixo. _Mas ele não está aqui.
Como pode amar ele?
_Eu não sei, mas parece que algo me prende a ele, eu
simplesmente o amo. – olhei para ele, sua expressão era distante. _Desculpe.
_Por que está se desculpando? – ele parecia curioso.
_Desculpe se eu dei a entender outra coisa, se pareceu que
eu queria algo. – murmurei encarando o chão, não entendi por que eu estava
corando.
_Tudo bem, estou acostumado a ficar sozinho. – ele falou
tristemente, o encarei confusa.
_Por que diz isso? Você me parece alguém que tem vários
amigos. – disse observando cada traço que mudava em seu rosto, esse garoto é
complicado.
_Meu único amigo é Miguel, os outros são passa tempo. – ele
falou dando de ombros, há algo que ele esta escondendo.
_O que mais André? – perguntei atenta.
_Você não vai desistir, vai? – me perguntou, acenei com a
cabeça dizendo que não, ele puxou o ar com força. _Tudo bem, vou te contar uma
coisa que só Miguel sabe...
_Fala logo! – gritei e ele sorriu um sorriso sem humor.
_Calma... Eu sou o filho único de uma família muito
rica. – ele começou. _Eu sempre tive o
que eu queria realmente tudo mesmo. – não me espanta nada ele ter tudo o que
quer. _Só que eu nunca tive uma coisa... Amor. – seus olhos pairavam sobre mim,
corei. _De ninguém, nem de minha mãe, nem de meu pai, de ninguém. No começo eu
não ligava, já que se eu pedisse algo eu ganhava, nunca questionei não ter
atenção e nem carinho por parte deles. – uma ponta de tristeza atingiu sua voz.
_Mas, eu percebi que eu precisava daquilo, eu precisava de amor, precisava
deles comigo, então me revoltei, comecei a fazer coisas para chamar a atenção
deles, só que nada adiantava. Então... Um dia na escola Miguel me encontrou na
biblioteca derrubando os livros... Ele me ouviu, foi o primeiro a me ouvir de
verdade, assim ele me ajudou a me focar em outras coisas, como o estudo. – eu
escutava atentamente cada uma de suas palavras. _Mesmo passando em uma grande
faculdade me faltava amor, eu procurei por ele em todos os lugares, namorei
varias mulheres, mas nunca dava certo, e então...
_E então? – perguntei.
_Eu achei você. – André sorriu. _Só que eu nunca soube como
falar com mulheres, ainda mais mulheres complicadas como você, ainda havia
outro agravante... Você tem um namorado e você o ama. – murmurou com tristeza.
_Isso não vai mudar. – sussurrei. _Você nunca vai entender
como eu sou ligada a Jay, eu estou perdida sem ele. – falei e ele assentiu.
_Enfim essa é minha historia. – sorriu torto.
_Podemos ser amigos? – perguntei sorrindo.
_Com toda certeza. – ele disse e me abraçou.
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