Cap. 12 (pov. Helo)
Eu deixei May e André conversarem a vontade, chamei Miguel
para me ajudar a arrumar algo para comer. Começamos pelo sanduiches, bem
natural, sem carne, o ideal para não ficar pesada. Miguel me ajudava com
cuidado, as vezes nossas mãos se tocavam e eu sentia uma eletricidade vinda
dele, era estranho, eu sentia a mesma coisa quando estava perto de Nathan.
_Terminado. – Miguel falou sorrindo.
_Eu terminei também. – falei.
_Você vai querer beber o que? – me perguntou indo para a
geladeira.
_Refrigerante mesmo. – disse dando de ombros.
_Vou beber a mesma coisa. – ele falou se sentando ao meu
lado na bancada, comíamos em silencio.
_Onde esta seu irmão? – perguntei.
_Saiu para malhar. – André disse.
_Em pleno domingo? – eu estava abismada.
_Ele é amigo do dono, e é bem melhor quando ele não esta. –
Miguel tinha a voz cautelosa. _Meu irmão não gosta muito de André, e nem da sua
amiga. – ele sorriu.
_Eu tenho certa impressão que eu sei o porquê. – caçoei.
_Lucas é meio antissocial quando se trata de pessoas legais.
– ele falou e eu corei.
_Podemos ser chatas às vezes. – ameacei em um tom
brincalhão.
_Duvido muito. – ele deu de ombros.
_Não duvide. – falei me levantado do banco, ele fez o mesmo,
peguei meu sanduiche e passei na cara dele.
_Helo! – ele gritou, perecendo bravo, mas não conteve o
riso, Miguel me prensou na parede e virou seu refrigerante na minha cabeça.
_Miguel! Não! – eu tentava sair de seus braços, mas ele era
muito forte, alcançou outro refrigerante e jogou em mim de novo.
_Você foi chata... Mas eu sou pior. – ele cassou
gargalhando, me soltou e eu pulei em cima dele.
_Vou te mostrar o que é ser chata. – brinquei e joguei ele
no chão, um truque que May me ensinou.
_O que você vai fazer Helo? – Miguel estava com um pouco de
medo, mas continuava rindo, corri até a geladeira, ele não conseguia se levantar
por causa do chão escorregadio, peguei uma cerveja e joguei em sua casa.
_Mais chata que isso não da. – eu falei vitoriosa, ele puxou
minhas pernas e me fez cair sobre ele, começou a fazer cocegas. _Me solta! –
gritei com a voz falha.
_Não há nada mais chato do que cocegas. – ele subiu em cima
de mim, nossos olhares se cruzaram rapidamente, de repente ele parou de me
fazer cocegas, Miguel se aproximou de meu rosto, não sei, mas eu fechei meus
olhos.
_Miguel não. – recuperei meu ar e tirei ele de cima de mim.
_Desculpa Helo. – ele murmurou envergonhado. _Pode tomar um
banho, vou limpar essa bagunça.
_Tudo bem. – sai correndo até seu banheiro.
O que será que aconteceu comigo, eu amo Nathan, Miguel é meu
amigo, eu tenho que colocar isso na cabeça ele é meu amigo... Mas aqueles olhos
azuis, eu me perdi naquele mar azul, ele é tão doce, tão sozinho, gostaria de
cuidar de Miguel. Preciso parar de pensar nele, alias eu preciso sair da casa
dele, quem sabe se eu e May formos para nossa casa, eu possa parar de pensar
nele e fique mais calma. Sai do banho e corri até a varanda com as nossas
bolsas em mãos, May estava conversando com André, não vi Miguel em lugar
nenhum.
_May. – a chamei da porta. _Me ajuda aqui, vamos embora
agora. – falei séria.
_Por quê? O que houve? Você não estava se divertindo com
Miguel? – May me encheu de perguntas.
_Estava, até ele tentar me beijar, vamos, eu preciso pensar.
– falei tensa, não queria me despedir de Miguel.
_Me ajude aqui então. – May pediu, colocamos as coisas
dentro do carro. _Até amanhã na aula André! – ela gritou de dentro do carro,
ele acenou.
_Vamos May! Não quero me despedir de Miguel. – disse
apreensiva.
_Helo não pense muito, ele vai te pedir desculpas. – ela
tentou me acalmar.
_Ele já pediu. – murmurei, saindo da casa de Miguel eu
respirei aliviada.
_Então o que é que esta te incomodando? – May perguntou
atenta.
_Eu queria. – sussurrei, e ela seguiu dirigindo em silencio,
eu sei da amizade que ela tem com Nathan, eu o amo, dou graças por conseguir me
controlar.
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