Depois de tudo, de toda correria, de todo choro, de toda raiva, eu estava ali, com meu verdadeiro e único, estávamos sentados no chão, silêncio ecoava pela sala, algumas vezes podia ouvir Helo suspirar ao chorar baixinho. Puxei ela comigo e a carreguei até a cama, deitei com ela sobre meu peito, ela me olhava e tentava sorrir, eu passava a mão por seu rosto vermelho, seus braços cobertos por um roxo quase preto.
_Eu te amo. - ela murmurou algum tempo depois com a voz rouca por lagrimas não derramadas.
_Eu te amo tanto. - sussurrei a abraçando apertado.
_Me sinto tão... Humilhada. - Helo sussurrou e os soluços ameaçaram escapar de seus lábios, mas ela os engoliu. _Parece que um caminhão passou por cima de mim e que nada mais será o mesmo. - ela me confessou. _Ele... Aquele monstro tirou minha paz, ele arrancou minha vida no primeiro golpe... Meu Deus. - sussurrou horrorizada. _Miguel me bateu, ele me feriu da maneira mais desigual que um homem pode ferir uma mulher, ele tirou tudo de bom de mim quando me bateu, conseguiu me ferir, realmente me ferir. - ela se sentou na cama de frente para mim, pegou minha mão e colocou em seu rosto. _Veja... Ainda está quente, ainda dói e é uma dor tão... - uma lagrima rolou por seu rosto com expressão sofrida. _Humilhante. Uma dor que não conseguirei esquecer, ele manchou minha vida.
_Preciso de você aqui. - sussurrei abrindo os braços ela me abraçou e senti suas lagrimas molharem minha camiseta. _Chore baby. - murmurei contra seus pescoço. _Não tenha medo, eu estou com você. - e assim ela se entregou as lagrimas, lavando sua alma, ela chorava e me abraçava e eu só conseguia mante-la perto, eu precisava dela comigo, eu me senti tão perdido quando ele à tirou de mim no alto da pedra, me senti fraco.
Ficamos assim, abraços, até que Helo se acalmou, pegando no sono ela parecia tão serena, agora deitada ao meu lado, suspirando e com uma expressão triste, aquilo acabava comigo, tudo o que aconteceu acabou comigo, mas eu não conseguia dormir, eu queria estar acordado quando ela abrisse os olhos. May nos chamou para jantar, relutante Helo foi comer algo. Voltamos para o quarto, mais uma vez ela se deitou ao meu lado, me olhou e pediu.
_Canta um pouco? - sussurrando.
_Claro. - falei sorrindo.
(Escute a musica: http://www.youtube.com/watch?v=1uKPFBr_Nqc )
Depois caímos em um sono profundo.
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