Cap. 64 (pov. Max)
Nathan foi muito superficial quando me ligou, só avisou que
Any estava chorando e que falava que precisava de mim. Coloquei uma roupa http://www3.pictures.zimbio.com/pc/Max+George+The+Wanted+Tour+LA+3aMr5Q2b1_tl.jpg peguei as chaves do carro e corri para o
apartamento de May. No caminho ficava me perguntando o que havia acontecido
para que Any estivesse chorando e querendo que eu fosse vê-la. Não demorei
muito tempo para chegar até lá, o porteiro liberou minha entrada e me avisou
que um menino tinha saído de lá carregado pelo irmão todo machucado no rosto.
Peguei o elevador e toquei campainha,
esperei algum tempo e Any abriu a porta, se atirando em meus braços, ela
soluçava, seu choro era forte e aquilo despedaçou meu coração, abracei
fortemente ela contra meu corpo, ficamos na porta de entrada por algum tempo,
até que ela me olhou, através de seus cílios molhados, com lagrimas ainda
descendo por seu rosto e falou.
_Obrigada. – Any sussurrou, nós entramos, na sala me sentei
no sofá e puxei para que ela se sentasse no meu colo de frente para mim.
_Estou aqui. – murmurei em sua orelha. _Tudo vai ficar bem
querida. – a embalei em meus braços como se fosse uma criança.
_Promete? – ela perguntou com a voz rouca beijando meu
pescoço.
_Prometo. – sussurrei e assim ela começou a chorar
novamente, soluços e as vezes alguns gritos, não conseguia entender o que havia
acontecido com o amor da minha vida, mas eu precisava descobrir.
_Eu fiquei com tanto medo. – Any falou chorosa.
_Medo de que? – perguntei passando as mãos por seus cabelos,
buscando lhe dar algum conforto.
_Quando ele me empurrou não foi tão pior quanto na hora que
ele fechou a mão, pronto para me acertar com um soco. – ela murmurou e eu
fiquei tenso, tomei seu rosto entre minhas mãos.
_Quem tentou te dar um soco ou te empurrou? – perguntei com
os dentes cerrados.
_Lucas! Ele tentou me bater, mas acho que perdeu a coragem! –
Any gritou e colocou seu rosto em suas mãos chorando.
_Ele te machucou? – perguntei puxando seu rosto para que ela
olhasse para mim.
_Não. – ela disse tomando fôlego secou um pouco de suas
lagrimas e me olhou. _Mas eu tive tanto medo. – senti o horror em sua voz, a
abracei com força.
_Estou aqui agora. – murmurei.
Any parou de chorar um tempo depois disso, mas não fez algum
movimento sequer de se levantar de meu colo, eu afagava seus cabelos. As horas
passaram e na televisão já passava algum jornal da noite. Any se moveu e me
olhou. Um olhar que eu não via há muito tempo, era um olhar de saudade. Ela
passou a mão por seu rosto limpando as lagrimas, ela sorriu quando percebeu que
eu ainda não havia soltado ela.
_Eu me sinto segura com você. – falou e me abraçou mais uma
vez.
_Senti tanto sua falta. – murmurei ainda a abraçando.
_Max... – Any sussurrou e voltou a me encarar, aproximou seu
rosto do meu e eu elevei meus lábios para beijá-la.
Um beijo leve que fez com que toda tristeza, tanto minha
quanto dela fosse embora, segurei seu cabelo aprofundando o beijo, ela
mordiscou meu lábios inferior e eu sorri. Não deixei o beijo se aprofundar, eu
queria saber toda a historia que fez Any entrar em desespero. Mas antes de eu
proferir alguma palavra ela falou.
_Eu te amo. – tão suave quanto o beijo.
_Eu continuo te amando também. – falei e ela sorriu. _Agora
eu quero saber o que aconteceu para você ficar desse jeito.
Então ela me contou tudo, desde Helo sair, até o ataque de fúria
do Lucas, então May espancando Miguel, confesso que ri com o comentário de Any
que falou que ele estava desfigurado, então eu consegui entender o desespero de
Any. Deitamos no sofá, Any sobe meu peito, ela pegou no sono, acho que pelo
cansaço e eu só conseguia ficar pensando no quanto eu estava feliz por estar
com a mulher da minha vida, mas com uma raiva devastadora por conta de Lucas
pensar em agredir Any. Ouvi May e Jay no corredor e quando eles me viram
fizeram para que eu viesse até a cozinha. Com certa dificuldade tirei Any de
cima de mim e fui ao encontro deles.
_Any está bem? – May perguntou abrindo a geladeira e
colocando algumas coisas no balcão.
_Agora ela está. – falei observando ela dormindo de longe.
_Vocês sabiam que Lucas empurrou ela e quase lhe deu um soco no rosto? –
perguntei.
_Você só pode estar brincando?! – May soava exasperada. _Eu
vou matar os dois. – ela falou entre dentes.
_Nada disso. – Jay advertiu. _Você vai fazer um jantar
delicioso para esse clima passar rapidamente e eu vou fazer um suco de laranja
para ficar ainda melhor. – May assentiu a cada palavra de Jay.
E assim foi ficando cada hora mais tarde, o jantar ficou
pronto, comemos todos em um grande silencio, Any segurava minha mão e comia o
inhoque que May fez as pressas, Jay comia no mesmo prato de May e Helo e Nath
comiam em um grande e confuso silencio, o rosto de Helo permanecia vermelho e
as marcas e seu braço eram muito evidentes. Quando todos terminamos de comer,
Any e eu ficamos encarregados da louça, May e Jay arrumaram o colchão de ar
para nós e Nathan ajudou Helo a ir para seu quarto, ela estava mancando e ninguém
sabia o motivo, Nathan também dormiria com Helo. Assim que terminamos a
cozinha, Any retirou sua calça jeans e deitou no colchão, segui seu exemplo e
dormimos abraçados.
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