domingo, 4 de agosto de 2013

Capitulo 63 - I Need Him Here

Cap. 63 (pov. Any)
Helo resolveu sair, o que era muito estranho, pois ela não saiu com Miguel. Lucas parecia incomodado eu pensei que era por não termos comida, mas quando ele se levantou e foi para a sacada eu o segui, ele estava muito estranho. Quando cheguei na sacada ele estava no celular, falando de Helo, deveria estar falando com Miguel, mas depois de um tempo tudo parecia ter ficado em um clima bem tenso, então Lucas desligou o celular com certa fúria e eu o afrontei.
_Por que você falou para o Miguel que a Helo tinha saído? – perguntei.
_Porque ele tem direito de saber que ela anda saindo às escondidas fazer sei lá o que! – Lucas gritou me espantei com sua atitude.
_Não é da conta de ninguém o que a Helo faz ou deixa de fazer Lucas. – falei tentando acalmar os ânimos.
_Passou ser da conta de Miguel assim que ela aceitou ser namorada dele. – ele falou com petulância.
_Mas você nem sabe para onde ela foi ou o que ela foi fazer. – tentei lhe mostrar que estava errado. _Ela poderia estar indo encontrar com uma amiga da faculdade.
_Ela não anda com ninguém além de nós que freqüentamos sua casa. – ele falou.
_Você não pode saber. – murmurei caminhando para a sala novamente.
_Pare de ser estúpida! – Lucas gritou me seguindo, olhei para ele incrédula.
_Você me chamou do que? – perguntei tentando manter minha voz baixa.
_Eu só quis dizer que você não enxerga a maldade nas coisas Any. – Lucas se aproximou de mim, mas eu me afastei.
_Eu vejo e escuto que você acabou de me chamar de estúpida por acreditar que minha amiga não foi fazer nada demais. – falei com olhar impassível.
_Não estou acreditando que você vai criar uma briga só porque eu te chamei de estúpida. – ele falou arrogante.
_Só?! – dessa vez gritei. _Sou sua namorada, aquela que você disse que ama! E você esta me xingando! – gritei, agora é tudo ou nada.
_Any não foi um xingamento, só foi... Droga! – ele gritou e atendeu seu celular.
Não prestei muita atenção nele e fui me sentar na poltrona, eu realmente não suporto que as pessoas me xinguem ou me desrespeitem, é uma regra, todos temos que manter os respeito e isso Lucas não conseguiu manter comigo, fiquei emburrada na poltrona até que ele desligou o celular e se sentou no sofá.
_Miguel ainda não achou Helo, ele esta indo para a praia procurar por ela, parece que o celular dela está desligado. –Lucas olhou pra mim. _Parece que a sua amiga está aprontando alguma coisa. – murmurou mudando de canal.
_Você está se ouvindo?! Nada disso é da nossa conta, deixe Helo em paz, mas que coisa! – gritei, ele me olhou parecendo um animal feroz.
_Na próxima vez que gritar comigo! – Lucas se levantou apontando o dedo na minha cara. _Só cale a porra da sua boca! Meu irmão está sendo enganado por sua amiga! – ele foi até o quarto dela e eu o segui.
_O que você está fazendo! – gritei ignorando a ameaça que acabará de ouvir.
_Estou vendo se ela tem alguma coisa que possa mostrar com quem ela está. – ele falou como se fosse normal uma pessoa revirar as coisas de outra, fui até ele e segurei seu braço.
_Pare com isso! – gritei, ele me encarou, soltou minhas mãos de seu braço e depois de um longo suspiro falou.
_O que eu disse sobre gritar?! – Lucas não parecia àquele cara que havia me amado, cuidado de mim, não. Ele parecia um animal, pronto para abater sua presa.
_Por que você está assim? – perguntei, temendo por mim mesma.
_Porque eu não vou deixar qualquer vadia acabar com os sentimentos dele de novo! – ele gritou e me empurrou para fora do quarto me seguindo.
_Não encoste em mim! – gritei, branca, por seu vocabulário e por ataque súbito.
_Para de gritar droga! – Lucas gritou e depois deu um soco na porta do quarto de Helo me afastei e fui para a sala.
Ele ficou lá na porta me encarando, pensando... Eu acho. Eu estava com tanto medo, ele nunca tinha falado daquele jeito comigo. Gostaria de ter algum lugar para ficar, algum lugar para me esconder. Depois de algum tempo, o que me pareceu uma eternidade ele se sentou no sofá, olhando para a televisão como se nada tivesse acontecido, eu por minha vez abraçava minhas pernas na poltrona, segurando a vontade de chorar e rezando para que May aparecesse logo. O clima ainda estava pesado quando a porta se abriu com força e Miguel entrou arrastando uma Helo que gritava e tinha marcas pelo rosto e braços, ela olhou para mim e gritou... Meu Deus! Eu jamais esquecerei seu desespero quando proferiu as palavras “Me ajude!”. Mas quando fiz o movimento para me levantar Lucas me empurrou contra a poltrona fechado seu punho, achei que levaria o soco mais brutal de toda minha vida, só que ele respirou e se sentou no sofá. Eu queria tanto ajudar Helo, queria May ali, naquela hora, e ela não chegava! E por um momento me senti fraca e desesperada. Gritos e mais gritos ecoavam do quarto de Helo até a sala, meu rosto gelou, minhas mãos ficaram tremulas e então ouvi um estrondo, fixei meu olhar na porta da entrada do apartamento e vi May correndo para dentro, me levantei, mas ela fez um sinal para mim, então me sentei novamente. Nathan e Jay estavam junto com ela, me senti segura por eles estarem ali. Olhei para Lucas com desprezo e foi nessa hora que meu medo se tornou choro e soluços, saltei da cadeira e corri para Nath e Jay que me abraçaram sem entender nada, eu havia vivido horas de inferno e agora só queria me sentir em casa.
_Any? – Jay perguntou, sem formular qualquer pergunta, sei que assim como eu eles estavam preocupados com Helo.
_Só chame Max. – sussurrei. _Eu preciso dele. – lagrimas desciam por meu rosto.
_Vou fazer isso. – Nath falou e assim discou o numero dele no celular, algumas palavras trocadas e ele desligou o celular olhando para mim. _Ele já vem. – sussurrou cúmplice.
O tempo correu e May gritou do quarto de Helo por Lucas, quando ele foi para lá não demorou para ele voltar com o irmão por cima do ombro, desacordado e com o rosto desfigurado. Lucas parou na porta do apartamento e olhou para mim.
_Saí da minha vida e nunca mais volte, você é um monstro! – gritei jogando as lagrimas para fora de meus olhos, ele assentiu e desapareceu da minha vista.

May saiu do quarto e Nathan foi ficar com Helo, me joguei no sofá e desabrochei em choro, May seguiu para seu quarto junto de Jay e eu fiquei chorando em silencio, esperando que ele chegasse e me colasse em seu colo e me acalmasse com apenas seu abraço.

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